Há amores que matam, e nossa devoção pela casa é um deles. Sabemos que o habitat disperso gerado pela moradia unifamiliar e pelo automóvel que a faz acessível é um absurdo ecológico, uma afronta paisagística e um empobrecimento social.

O esbanjamento de recursos materiais e energéticos necessários para construí-la e mantê-la é uma agressão ao planeta; a extensão indiscriminada desse tapete de baixa densidade degrada o território de forma irreversível, e a fragmentação da vida coletiva destrói a densa rede de contatos que é a principal riqueza das cidades, o suporte de sua prosperidade e a base de seu atrativo.

Source: Amores que matam: a casa e a cidade 

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