Parte da infância de muitas pessoas, as primeiras pedaladas em uma bicicleta geralmente remetem a memórias positivas. A experiência em muitas cidades sugere que oferecer instalações especiais para o trânsito de bicicletas é apenas uma parte do processo de estimular cada vez mais pessoas a pedalar. Políticas mais amplas, que incluem mudanças no desenho urbano das vias, áreas sem carro, regiões de baixa velocidade, todas essas são atitudes vitais para que a população se sinta segura a trocar o transporte particular pela bicicleta. Porém, aproximar a própria bicicleta das pessoas também é necessário.

A construção da cultura da bicicleta em Amsterdã, hoje considerada a “capital da bicicleta”, tem muito a ensinar. Entre as décadas de 1950 e 1960, as cidades holandesas entrassem em um período de priorização do espaço do carro. Porém, em 1971, todo esse tráfego resultou em 3,300 mortes relacionadas a acidentes com automóveis. A partir disso, diversos grupos passaram a ser formados para pedir por mais segurança nas ruas. Na década de 1980, as cidades começaram a introduzir medidas e normas que protegiam os ciclistas. Atualmente, mais de um quarto do total de viagens são realizadas com bicicletas em um país que possui mais de 35 mil quilômetros de ciclovias.

A União Europeia, por sua vez, recomenda que políticas para bicicletas podem ser subsidiadas como parte dos programas nacionais ou regionais relacionados a segurança, educação, esportes, saúde, cultura, turismo, meio ambiente, revitalização urbana e até de proteção do patrimônio. Sem dúvidas uma maneira ampla de ver as diferentes formas de promoção da bicicleta nas cidades. Boas iniciativas são encontradas em muitas cidades mas os caminhos são muitos.

Source: Fazer da bicicleta uma realidade exige mais do que construir ciclovias